Folha de Ribeirão Pires


25/07/2017 09:59 - Editorial

Cadê o dinheiro que estava aqui?

No Brasil, a polêmica das contratações de servidores comissionados em setores públicos sempre deu o que falar. Até o Judiciário entrou na briga para diminuir o número dessas contratações, geralmente, sem caráter técnico, servindo apenas para apadrinhar partidos e apoiadores.
 
Em Ribeirão Pires não está sendo diferente, o prefeito Kiko Teixeira (PSB), desde que assumiu a Administração da Estância autoriza extensa lista de servidores contratados sem concurso público, os chamados “servidores de confiança”, são mais de 200 nomes, em seis meses de Governo.
 
Tidos como primordiais para o desenvolvimento de projetos e ações da Administração, esses contratados, em sua grande maioria exercem cargos com salários acima dos oferecidos aos concursados.
 
A Prefeitura não divulga o número exato de comissionados, e nem o custo mensal gerado pelas contratações, contudo, o impacto financeiro é alto.
 
No contraponto do gasto público estão os problemas financeiros da Administração da Estância, segundo o próprio prefeito Kiko Teixeira, a queda na arrecadação inviabiliza o pagamento da reposição salarial dos servidores e o pagamento do Piso Nacional dos Professores, deixando os trabalhadores com os salários defasados.
 
Na tabela de prioridade do prefeito de Ribeirão Pires fica claro que o servidor concursado não está no topo da lista. Os louros ficam para os comissionados, pessoas que durante a campanha eleitoral levaram o prefeito para dentro das casas de parentes e amigos, anunciando um novo tempo, que parece ter chegado apenas para alguns, na avaliação do Governo, mais competentes que outros. 
 

Filtre matérias de Editorial em:

  • Ribeirão Pires
  • Rio Grande da Serra
  • São Paulo
  • Mauá
  • +21
    +22°
    +16°
    Ribeirao Pires
    Terça-Feira, 24