Folha de Ribeirão Pires


09/11/2018 09:27 - Editorial

Lá vem o trem, piuí, piuí... e Rio Grande para

A cancela da CPTM na cidade de Rio Grande da Serra está enraizada no cotidiano da população, tratada como um problema menor para boa parte da sociedade e da classe política.
 
Por ser uma cidade considerada “dormitório”, onde a população convive socialmente e economicamente em outros municípios, o entrave da cancela da CPTM que fecha a cada 5 minutos para passagem de trens e horários de pico ainda está distante de ser prioridade dos governantes.
 
O prejuízo causado pelo fato de todo o trânsito parar a cada passagem do trem, só é sentido por quem trabalha ou passa o dia no município. Mas, Rio Grande da Serra vem crescendo, a população já passa dos 50 mil habitantes, o número de carros cresceu consideravelmente e a circulação de ônibus também aumentou, como aumentou, o número de vezes que a cancela baixa para passagem das composições.
 
O problema que antes era restrito ao horário de maior movimento, agora se apresenta durante todo o dia. Fila de carros e ônibus, parados, esperando o trem passar.
 
As concessionárias responsáveis pelo transporte de passageiros e cargas, CPTM e MRS, descartam qualquer ligação entre a passagem dos trens e o congestionamento, todavia, não é o que se vê diariamente na cidade.
 
Apesar de toda a discussão em torno do problema, a única certeza é a de que nada mudará para os próximos anos, na verdade, irá mudar sim, os congestionamentos irão aumentar, até que os órgão governamentais tomem uma providência.
 
 Enquanto isso em Rio Grande da Serra: “Lá vem o trem, piuí, piuí...”
 

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