Folha de Ribeirão Pires


09/11/2018 09:34 - Política

Prefeitura não comenta abastecimento de carros

Paço possui contrato de R$ 1 milhão com empresa responsável pelo abastecimento

Carros podem ser abastecidos em qualquer posto credenciado A Prefeitura de Ribeirão Pires preferiu o silêncio ao invés de esclarecer o novo formato utilizado pela Administração para o abastecimento de veículos oficiais. O que antes era realizado através de processo licitatório, onde um posto ou rede de combustível era escolhido para prestar o serviço, desde 2017, é realizado através de uma empresa administradora de cartões, a Trivale Administração.
 
O novo formato permite que os carros sejam abastecidos em qualquer posto de gasolina credenciado pela empresa, o problema é que no município de Ribeirão Pires alguns dos postos credenciados pertencem a familiares do prefeito em exercício, Gabriel Roncon (PTB). Pela fórmula anterior, a legislação proibia a participação de familiares de Roncon nas licitações.
 
Não é a primeira iniciativa do governo Kiko Teixeira (PSB) voltada a contribuir com o segmento de postos de combustíveis na cidade.
 
No mês passado, o prefeito pediu à Câmara a revogação do artigo 4º de uma lei em vigor desde 2009 na Estância. A legislação proíbe que lojas de conveniência em postos comercializem bebidas alcoólicas. O prefeito pretendia liberar o comércio, mas foi barrado pelos vereadores. Apenas João Lessa (PSDB) se colocou favorável a medida, mas se absteve do voto.
 
“Sou comerciante na cidade, mas estou aqui na Câmara para trabalhar a favor da população, não posso votar favorável ao projeto que libera a venda de bebidas em postos”, disse Rogério do Açougue (PSB) durante a sessão de 31 de outubro quando o tema foi discutido.
 
Outro parlamentar contrário a medida foi Amigão D’Orto (PTC).
 
“No nosso município temos o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) onde tem 2 mil prontuários de pessoas alcoólatras, um problema sério a ser enfrentado. Outro alerta, se você facilitar o acesso a bebida para quem tem dependência vai trazer mais prejuízo para ele e para sociedade, por isso, não apoio a liberação da venda de bebidas nos postos”, defendeu Amigão.
 
A Folha procurou a Prefeitura de Ribeirão Pires para obter informações sobre o sistema de abastecimento dos carros oficiais, mas não obteve resposta. Diante do silêncio da Administração Municipal a Folha entrou com pedido junto ao Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão para indagar, entre outros pontos, o valor repassado aos postos e a lista de estabelecimentos utilizados para abastecer a frota. 
 

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