Folha de Ribeirão Pires

18/04/2017 09:46 - Editorial

Transparência em tempos de Lava Jato

US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) em multas em um caso criminal de corrupção para autoridades brasileiras, norte-americanas e suíças, é o valor que a Odebrecht irá pagar de indenização por se colocar como culpada de acusações de suborno no país em dezembro.
Dinheiro será dividido entre EUA, Brasil e Suíça.
 
 No Brasil, os desvios de verbas públicas podem chegar a R$ 2,8 bilhões, segundo as delações promovidas pelos executivos da construtora. 
 
A roubalheira é tamanha, que a delação dos donos da Odebrecht e de seus executivos e ex-executivos levou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizar a investigação de 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados. Os depoimentos dos delatores estão em mais de mil vídeos, que somam cerca de 270 horas.
 
E a cada delação tornada pública, mais escândalos envolvendo nomes de políticos e cifras ainda maiores.
 
Perplexos, os brasileiros assistem os desmandos no país, aonde o senador Romero Jucá chega a dizer que “'Emenda por R$ 150 mil não se vende nem na feira do Paraguai”.
 
Por esses e tantos outros motivos, é que os prefeitos da região precisam implantar em suas administrações a transparência nas ações, dando ao contribuinte a certeza de que nada está sendo feito de errado.
 
Em Ribeirão Pires, o prefeito Kiko Teixeira, está na contramão, não libera contratos para apreciação da Casa de Leis. Na berlinda, o contrato e aditivos relacionados ao Consórcio Consladel, responsável pela Ribeirão Luz, empresa formada para cuidar da manutenção e ampliação do sistema de iluminação pública.
 
O que tem no contrato que não se pode saber?  
 

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